Spiga

Testando o Gênio da Web

Um joguinho bobo que gosto de brincar é o Akinator, o Gênio da Web. Você pensa em uma personalidade e ele vai fazendo perguntas (no máximo 20) até adivinhar quem você pensou. Tentei com o Vanucci e ele chegou no Cleber Machado. Tentei o Dada Maravilha e ele chegou no Pelé (deve ter sido porque respondi "sim" à pergunta sobre ter sido Campeão do Mundo. Dadá era apenas reserva em 1970). Aí apelei para uma figurinha mais fácil. Seguem as perguntas e
respostas:

1. Is your character famous? Yes
2. Is your character a woman ? No
3. Is your character a citizen of the United-States? No
4. Is your character South-American? Yes
5. Is your character linked with sports? Yes
6. Is your character a football (soccer) player? Yes
7. Is your character white? No
8. Has your character played in a game in the football world cup 2006? No
9. Is your character currently more than 50 years old? No
10. Does your character live in Rio de Janeiro? Yes
11. Has your character been world champion? Yes
12. Is your character a midfielder? No
13. Has your character died ? No

Dessa vez o Gênio mandou bem:


E se houvesse um gênio especializado no Folclore da Bola? Como seriam as perguntas?

  1. A figura é um jogador ? Sim
  2. A figura está em atividade ? Não
  3. A figura é polêmica? Sim
  4. A figura é um pegador ? Sim
  5. A figura é do eixo Rio-SP? Sim
  6. A figura é de São Paulo? Não
  7. A figura joga fut-voley? Sim
  8. A figura é do círculo do Renato Gaúcho? Sim
  9. A figura tem um crédito de uma Pajero por vitórias em futvoley junto ao Renato Gaucho? Sim
  10. A figura já pegou a Mônica Carvalho? Sim
  11. A figura já pegou um traveco? Não
  12. A figura foi zicada da Seleção Brasileira na Copa de 98? Sim
  13. A figura contabiliza em seus gols oficiais jogos amistosos como Olaria x Amigos de Luisinho? Sim
  14. A figura gostaria de inserir um sapato na boca de Pelé? Sim

Coleção Grandes Esposas de Goleiros - n.1 Dany Cavalieri


Nas bancas o ensaio da mulher do goleiro do Liverpool, Diego Cavalieri, ex-Palmeiras. Fato nada anormal, mas é sempre bom lembrar que as torcidas adversárias pegam no pé dos jogadores nos estádios por causa disso. O também goleiro Julio Cesar era zoado mais ou menos assim pelos torcedores, por causa da Susana Werner:
_ Eu, eu, eu o Ronaldo já c..

Pra facilitar a vida do colecionador, com o volume 1 grátis o volume 2: Suzana Werner.

Separados no nascimento: Washington e Evandro Mesquita


Continua a série dos irmãos gêmeos do rock brasileiro.

A vingança de Julinho

Amigos, Julinho começou a ser o meu personagem da semana a partir do momento em que o vaiaram. Foi até, se me permitem a expressão, trágico. Insisto: — trágico! Quem estava lá viu ou, por outra, ouviu. No instante em que o alto-falante do Maracanã anunciou Julinho em lugar de Garrincha, o estádio entupido foi uma vaia só. Menos eu. Eis a verdade: — eu não apupei, embora
preferisse Garrincha. Parecia-me que o escrete sem o “seu” Mané era um mutilado. Na pior das hipóteses, eu achava que Feola devia ter posto os dois: Julinho na ponta direita e Garrincha na esquerda. Mas um técnico tem razões que a razão desconhece. Puseram só Julinho e esqueceram Garrincha.
Verificou-se, então, o amargo e ululante desagrado da multidão. Naquele momento, ninguém se lembrou, no Maracanã* e fora dele, de quem é Julinho na história do futebol brasileiro. Sim,
amigos: — o homem andou pela Itália e quando voltou nós o olhamos, de alto a baixo, como se fosse um gringo qualquer ou, pior do que isso, como se fosse um perna-de-pau. Não há nada mais
relapso do que a memória. Atrevo-me mesmo a dizer que a memória é uma vigarista, uma emérita falsificadora de fatos e de figuras. Por exemplo: — ninguém se lembrava de que, no Mundial da Suíça, contra os húngaros, Julinho fizera um carnaval medonho. De certa feita, driblara toda a defesa contrária para finalizar com uma bomba, e que bomba! O arqueiro nem viu por onde a bola entrou. Esse gol foi uma obra-prima e devia estar numa vitrine de turismo, para a admiração pateta dos visitantes. Pois bem: — ao ser anunciada a escalação de Julinho, a nossa memória apresentou-nos a imagem não autêntica, não fidedigna do craque, mas de um quase penetra do escrete.
Ao ouvir o apupo, eu fui um pouco oracular para mim mesmo. Imaginei o seguinte vaticínio: — “Julinho vai comer a bola!”. Podia parecer uma piada e, no entanto, era uma grave profecia. Eis a
verdade: — para o jogador de caráter uma vaia é um incentivo fabuloso, um afrodisíaco infalível. Imagino que Julinho há de ter entrado em campo crispado da cabeça aos sapatos ou, retifico, às
chuteiras. Nunca um craque foi tão só. Era um único contra 200 mil.
Mas, homem de brio indomável, Julinho aceitou a luta: — bateu-se contra a multidão que o cercava por todos os lados, disposta a crucificá-lo em outras vaias. Mas, se nós tínhamos esquecido Julinho, Julinho não estava esquecido de si mesmo. Foi Julinho em cada um dos 45 minutos, foi sempre Julinho e só Julinho. Em inúmeras ocasiões o que ele fez com o adversário foi pior que xingar a mãe. E o primeiro gol, ah, o primeiro gol! Ele o marcou contra os ingleses, sim, mas também contra os que o vaiaram. Enfiou a bola de uma maneira, por assim dizer, sádica. Jamais houve um gol tão amorosamente sofrido como este. A partir da abertura da contagem,
todo mundo passou a reconhecê-lo, todo mundo admitiu para si mesmo: — “Este é o Julinho!”. E era.
Ele não parou mais. Aquela multidão se arremessara contra ele como um touro enfurecido. Pois bem: — ele agarra o touro a unha e lhe quebra os chifres. Então, aconteceu o milagre. O ex-touro brabo, já manso, tornou-se em outro bicho. Sim, amigos: — do primeiro gol em diante, a multidão transformou-se em “macaca-de-auditório” de Julinho. Se ele apanhava a bola, os 200 mil espectadores arreganhavam o riso enorme e já gozavam, por antecipação, o que Julinho iria fazer. Vejam vocês as ironias da vida e do futebol: — de um momento para outro, o vaiado, o apupado, o quase cuspido, transformava-se num triunfador. E, de fato, Julinho foi grande. Nos
pés de Julinho a jogada se enfeitava como um índio de Carnaval. De certa feita, comeu um, dois, três, quatro e quase entrou com bola e tudo. Imagino que, nesse momento, lord Nelson há de ter
perguntado, lá do alto, para o mais próximo companheiro de eternidade: — “Quem é esse cara?”. O “cara” era Julinho, sempre Julinho.
Assim é o brasileiro de brio. Dêem-lhe uma boa vaia e ele sai por aí, fazendo milagres, aos borbotões. Amigos, cada jogada de Julinho foi exatamente isto: — um milagre de futebol.

[Nelson Rodrigues, Manchete Esportiva, 16/5/1959]

Motivando o Elenco

O "bicho" é um expediente clássico no futebol. Em muitos clubes ele vale mais que os próprios salários. Em tempo de reta final de campeonato, cabem algumas reflexões:
1 - times que estão lá na frente: pode não ser o caso do São Paulo, mas são muitos os casos em que os jogadores resolvem pedir aumento de bicho nos jogos decisivos, senão fazem corpo mole. Chantagem total. É mole?
2 - times que estão prestes a rebaixar: injeção extra de bichos para evitar o pior. Não é curioso os jogadores serem premiados por deixar o time naquela situação?
3 - times que estão lá no meio, sem chance de nada: se estivessem na situação '2' estariam com chance de ganhar mais, mas estão sendo 'punidos' pela regularidade. Por outro lado, tais clubes são o principal alvo das malas pretas e brancas dos adversários interessados. Ou seja, bicho também!
4 - Se todo mundo então ganha bicho, pra que bicho?

Já na Dinamarca, encontraram alternativas mais baratas e motivadoras. O F.C Copenhagen, patrocinado pela agência de filmes pornô BN Agentur, prometeu aos seus atletas dois exemplares para cada vitória no campeonato nacional. Detalhe: nos últimos 13 jogos os caras ganharam 9, ou seja, cada jogador levou 18 filmes pornô!

Que esculhambação!

Quem disse que DVD pornô não é o bicho?

Combinando com a Camisa

Muitos jogadores passam por clubes e fazem história. Se falarmos em Zico, naturalmente o Flamengo vem à cabeça. Pelé? O Santos, claro.
O outro lado tem histórias pitorescas. Bebeto teve a cara de pau de dizer numa entrevista que sempre sonhou em vestir a camisa do Cruzeiro (foi contratado pra jogar a final interclubes pelo Cruzeiro, o time perdeu). Adílio, campeão mundial do Fla, passou pelo Avaí e disse que nunca viu uma torcida tão inflamada. Já o ímpar Renato Gaúcho chegou a se apresentar ao São Paulo (sem vestir a camisa, safado) pra fazer uma pressãozinha para que o Fluminense lhe pagasse uma dívida. Funcionou. O mala acabou acertando as contas com o clube carioca e não voltou ao Morumbi.

Palpitão do Folclore da Bola

Na reta do Brasileirão o Folclore da Bola dá o seu palpitão. Nada de estatísticas ou probabilidades, o site aqui aponta fatos:

Campeão

São Paulo Futebol Clube (não perderá para o Vasco)

Rebaixados

Nautico
Vasco
Portuguesa
Ipatinga

podem me cobrar :)

Figueirense voltou a vencer, escapou do rebaixamento e vai à caça da Sul-Americana

Separados no nascimento: Paulo Baier e Arnaldo Antunes

AA UU

Colaborou a minha mãe, vendo os gols do Fantástico.

Acabô


Você deve estar se perguntando o que tem essa placa a ver com o futebol. Explico. Hoje fiz um churrasquinho de comemoração do acesso do meu time à primeira divisão. Pela manhã, saí pra comprar gelo de escamas em uma pesqueira tradicional de Floripa e me deparei com essa placa, verdadeira pérola da sinalização. Acabei comprando gelo de supermercado, 5 vezes mais caro...

Espetáculo cênico

Essa aconteceu na Ressacada terça-feira. Após a sonhada classificação do Avaí para a primeira divisão, a festa rolava solta fora do estádio. Um torcedor, totalmente alcoolizado, barriguinha de chopp e e sem camisa, gritava emocionadamente, pulando:
_ Avaêe, Leãaao, Aêeee!!
Sem poder se segurar em pé de tanta cana, caiu ao chão, começou a engatinhar e aproveitou a situação para imitar um leão rugindo:
_ Avaêe, Leãaao, Uarrrhhhh, Grrrrrr, Uarhhhhh!
Uma cena completamente lamentável não fosse o momento de euforia geral. :)
Lamentei estar sem minha maquininha pra filmar a figura...

Já a foto abaixo nada tem a ver com torcedores mamados. Trata-se do lateral do Avaí, Jef Silva, curtindo um momento felino.

Futebol na Casa Branca


O desfecho da Série B do Brasileirão chegou à Casa Branca. Finalmente revelados os clubes de coração de Barak Obama e George W. Bush. A pintura perfeita do veículo dá a certeza de se tratar de um carro oficial do governo americano. Foi só noticiarem que Obama se criou no Hawaii e pronto...

Expectativa Atendida

Ufa

Expectativa

A expectativa é uma palavra muito usada no jargão do futebol. Uma pergunta genérica feita pelos repórteres, respondida de igual forma:
_ E aí, como está a expectativa para essa partida?
_ A expectativa é muito boa, a gente tá se preparando aí... etc etc... esperando sair com um resultado positivo que é a vitória.
Esse termo me lembra o atacante Leba, irmão do Muller (hoje comentarista). Uma vez, defendendo o Avaí, falou umas 50 vezes a palavra expectativa em um depoimento. Desde lá uso a locução adjetiva "expectativa lebazal".

Então, vivo uma expectativa lebazal total! Amanhã à noite o meu time pode chegar à sonhada primeira divisão. E se não o fizer, terá outras 3 chances (Que não as desperdice, não quero nem pensar nisso).

Torcedor sofre por antecipação. Já não aguento mais fazer contas, projeções, olhar pra classificação, ver noticiários do adversário, blogs, etc. Eu quero que comece esse jogo de uma vez e saia o primeiro gol. Estar na situação de torcer pro jogo acabar que está tudo certo! De preferência de 2x0 pra poder tomar um gol no finalzinho sem maiores conseqüências.

A sombra de tragédias passadas sempre vêm à mente, não é fácil. Tenho pesadelos com gols de bicicleta, times que brigam de véspera na concentração, arbitragens comprometedoras.

Toc toc toc! pensamento positivo! Já preparei a logística, meu horário de saída mais cedo do trabalho. Amanhã amarro a bandeira no porta malas, checo a pilha do radinho, testo o fone, verifico as carteirinhas, os comprovantes de pagamento. Uma última olhada na previsão do tempo e no noticiário.

Espetinho, cerveja, chegar cedo e esperar... numa expectativa lebazal!

Vix!

Se o Jardel falou tá falado

“Vai ser o duelo da melhor defesa do campeonato contra um dos melhores atacantes do mundo. Sou um dos maiores artilheiros do mundo. Ganhei tanto quanto eles (Romário e Ronaldo). Só não fui campeão com a Seleção Brasileira porque o Felipão não me levou para a Copa de 2002. Coloca aí: vai ser 4 a 0 para a gente”.

Previsão de Jardel para o jogo de hoje contra o Corínthians. Tá anotado!

De preto fica mais magrinho

NOTA: O JOGO ACABOU DE 2X0 PRO CORINTHIANS. JARDEL NÃO FEZ NADA.

Deixa eu só ver uma coisa...

Prova cabal de que os profissionais da bola são mal preparados. Se você ganhasse o que esses caras ganham aprontaria um papelão desses durante o expediente?



Cena da Botafogo x Estudiantes pela Sul-Americana ontem. O zagueiro Andre Luiz acabou expulso.

Obama, com todos os méritos.. com todas as justiças!

Ronaldo e a sombra


Esse cara é realmente um fenônemo. E-mail circulando na net. A turma não perdoa...